Setur promove famtour étnico-afro na Bomba do Hemetério para agentes de viagens americanos – Blog do Turismo PE

Setur promove famtour étnico-afro na Bomba do Hemetério para agentes de viagens americanos

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Dentro do projeto de turismo étnico da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), o estado recebe no período de 2 a 6 de novembro a visita de agentes de viagens americanos com foco nesse segmento. A ação conta com a parceria da Latour, operadora que tem o turismo étnico como um dos focos, e do Instituto Wallmart.

Durante a tarde do dia 3, os convidados foram até a Bomba do Hemetério e seguiram um roteiro especialmente feito para eles focando nas manifestações culturais locais com fortes raízes africanas. A primeira parada foi o restaurante Espetinho da Ceça, onde após ouvirem uma apresentação sobre como funciona o projeto “O que é da bomba é bom” puderam apreciar um pouco da gastronomia local: simples, porém saborosa. Depois, seguiram em uma visita guiada pelo território que culminou com uma passagem pela sede do Maracatu Nação Estrela Brilhante e uma entrevista com a sua rainha D. Marivalda dos Santos.

Segundo a gerente de vendas da Latour, Luciana Cherques, a importância de um famtour como esse é o de ajudar a promover a cultura negra pernambucana. “Podemos ajudar a divulgar a cultura afro de Pernambuco, pois não é só na Bahia que tem esse tipo de manifestação, como muita gente pensa. Em Pernambuco também tem e seus diferenciais e variações tornam essa terra ainda mais rica culturalmente”, afirma Luciana Cherques.

Outro equipamento turístico a ser visitado foi o internacionalmente conhecido Balé de Cultura Negra Bacnaré. Com o atual nome já são 26 anos de existência – mas o trabalho desenvolvido pela entidade vem de outras gerações e já teve outros títulos –, o balé é um grupo de dança afro que conta com 45 crianças e jovens como membros, todos originados de comunidades recifenses de situação de vulnerabilidade social. O presidente do Bacnaré, Pai Ubiraci Ferreira, se orgulha de tirar os jovens das ruas, ensinar-lhes um pouco da cultura africana e em troca todos os membros são obrigados a estudar para continuar dançando no grupo. O Bacnaré possui coregografias tão elaboradas, com tão grande sincronia, além dos lindos figurinos e adereços dos bailarinos, que os visitantes não conseguiram conter os gritos de entusiasmo e os aplausos calorosos ao final da apresentação.

Em seguida, o famtour seguiu para o Terreiro de Pai Everaldo, para a atividade “Vivências de Terreiro”. Lá assistiram a uma apresentação do Afoxé Ogbon Obá e puderam participar, a convite dos próprios dançarinos, do coco de roda e de uma ciranda. A capoeira também foi apresentada. No término das apresentações a chef e iabassé (culinarista de terreiro) Carmem Virgínia ofereceu aos presentes um prato denominado “Ipeté” que na cultura negra é ofertado à orixá Oxum, que representa a beleza, fertilidade, prosperidade e amor ao próximo e às crianças. A iguaria é uma delícia digna de fazer parte de um manjar dos deuses.

A convite da Latour o vice-presidente de operações da Travel Professionals of Color (TPOC), Clifford Brown, também veio a Pernambuco para o famtour. A TPOC trabalha treinando agentes de viagens e outros profissionais do trade para que conheçam mais do mercado turístico multicultural e concede certificados para que possam estar aptos a divulgar o potencial turístico e as raízes culturais de cada país. “Estamos muito entusiasmados com essa visita. Todas as manifestações artístico-culturais foram lindas, tudo foi muito bem organizado. O melhor é que tivemos ótimos guias locais, se não fosse por eles é provável que não tivéssemos conhecido a Bomba do Hemetério, por exemplo, tão bem quanto hoje, e é importante que a gente conheça primeiro para poder passar esse conhecimento para os agentes de viagens que treinaremos”, explica Clifford Brown.

O encerramento da visita guiada foi no Maracatu Nação Encanto de Alegria, onde o pai Clóvis explicou um pouco da cerimônia do maracatu, como é o seu funcionamento com gradações de nobreza entre os membros e mostrou algumas das fantasias utilizadas e kalungas, que são bonecas que representam seus antepassados. Para completar com chave de ouro, o grupo musical do maracatu fez uma breve apresentação e pôde mostrar a força contagiante do batuque africano.

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