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Por onde começa o turismo

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A chegada da empresa COPA AIRLINES a Pernambuco, iniciando suas operações a partir do dia 23 de junho próximo, trará com ela excelentes oportunidades de turismo emissivo e receptivo, seja de negócios ou de lazer, e ainda, boas chances de sucesso para o setor de transporte de cargas.

Mais que um voo, a ligação via “Hub das Américas”, é um portal de vantagens para aqueles que souberem investir de forma correta na captação e no fechamento de novos negócios, nas mais diversas áreas do comércio e dos serviços, dentre os 63 destinos oferecidos nas Américas. E de quebra, aproveitar a concorrência que muito provavelmente se estabelecerá no mercado de transporte aéreo internacional, em uma possível guerra de preços, entre a companhia panamenha e a companhia norte americana – a qual já liga nossa cidade a alguns dos mesmos destinos no exterior.

Para quem vai viajar a turismo tendo como destino final a América Central ou o México, o ganho é em dobro. Economiza-se com menos burocracia. Só o fato de não ter que se conseguir o visto norte americano para uma viagem que tenha como conexão obrigatória uma das cidades nos Estados Unidos é uma imensa vantagem. Ou ainda, quanto não tiver que se enfrentarem, ao invés de um, dois processos por vistos para ir ao Canadá. Neste caso, não seria necessário o visto americano, apenas o visto canadense bastaria. Pois, a conexão para Toronto é no Aeroporto Internacional de Tocumén, na Cidade do Panamá, onde não é necessário o visto para este País.

Nunca é tarde lembrar que, para os dois tipos de turismo – negócios ou lazer – como foi bem colocado pelos dirigentes de ambas as companhias aéreas, esta é uma oportunidade não só para o Recife, mas, também, para as cidades do interior de Pernambuco e para todas as outras cidades do Nordeste – mais particularmente, para nossos vizinhos: Rio Grande do Norte, Paraíba e Alagoas, que são beneficiados pela sua proximidade territorial e consequente comodidade no tempo de deslocamento por via terrestre até a capital pernambucana. Vale ressaltar ainda, uma fantástica oportunidade de articulação e integração entre governos e empresários destes Estados.

Diante deste fato, poderíamos pressupor que deverá haver a responsabilidade em se aumentar os investimentos na divulgação dos destinos envolvidos, direta e indiretamente, e ainda na captação de mais fluxos turísticos, tanto os exportadores quanto importadores. Pois, o vai e vem de pessoas é imprescindível na manutenção da rota e no volume de assentos a serem ocupados, 294 ao todo, oferecido pelas duas companhias aéreas.

O que se observa também, por outro lado, é a visão de oportunidade no mercado por parte da companhia aérea panamenha em angariar para si novos clientes frente à clara ascensão no nível de renda da população brasileira, em especial a pernambucana, que caminha a passos largos rumo a total retomada da importância político-econômica em comparação as Regiões Sul e Sudeste – fato alardeado amplamente pela mídia nos últimos tempos.

A grosso modo, muitos podem enxergar e cobrar apenas o quantitativo de turistas que poderão chegar ao Recife nos primeiros meses de operação. Entretanto, poucos têm a dimensão do quanto é necessário se trabalhar e aportar recursos, agindo de forma precisa e sem desperdícios, para que isso aconteça. Não será do dia para noite, como faz crer os incautos, mas em um médio a longo espaço de tempo. Porque a resposta de retorno do capital investido em marketing e propaganda, direcionados ao turismo de lazer, não é tão curta quanto se imagina. Para sair de férias e viajar, tempo de planejamento é sinônimo de redução dos riscos e dos gastos.

PEDRO ANIBAL DE BRITO

Professor de turismo e MBA em Marketing

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