Preservação dos recifes de coral em Porto de Galinhas em pauta
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Prefeitura do Ipojuca demarcou área de visitação das piscinas naturais e fez campanha de conscientização ambiental com turistas, comerciantes e moradores
É na maré baixa que de Porto de Galinhas revela o tesouro guardado em suas águas mornas e cristalinas. Por ano, mais de um milhão de visitantes esperam o nível do mar baixar para visitar os recifes de coral, as piscinas naturais e os peixinhos coloridos da praia que conquista turistas dos mais diversos cantos do Brasil e do mundo. O mesmo mar de gente que aprecia as belezas naturais e garante a ocupação de bares, hotéis e restaurantes, pode, sem o devido controle, ocasionar a degradação deste que é um dos mais ricos ecossistemas marinhos. Pensando nisso, a Prefeitura do Ipojuca, por meio da secretaria municipal de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente, vem realizando junto com comerciantes, pescadores e turistas ações para conscientizar sobre a importância da preservação do ambiente marinho, regulamentando a visitação e garantindo a sustentabilidade ambiental e econômica do turismo na região.
No último sábado (13/04), numa ação integrada entre jangadeiros e poder público, toda área de visitação foi demarcada com novas cordas e boias, permitindo que o passeio às piscinas naturais continue encantando turistas, mas com menor impacto aos recifes de corais. Trabalhando há 25 anos na praia de Porto de Galinhas, o jangadeiro Armando Júnior explica que o controle na visitação do corais é indispensável a sobrevivência do negócio. “Nosso trabalho depende da parceria com a Prefeitura e estamos muito otimistas com a receptividade, tanto da secretaria de turismo, como da secretaria de desenvolvimento econômico e meio ambiente, para desenvolver junto com conosco um plano que garanta o turismo sustentável da região”, comemora.
A secretária municipal de desenvolvimento econômico e meio ambiente, Berenice Andrade Lima, explica que a integração entre ambulantes, jangadeiros, turistas e prefeitura do Ipojuca é a única forma de construir uma política ambiental e econômica que preserve a natureza e o turismo no município. “Proibir é fácil, difícil é regulamentar. Nosso objetivo é conseguir que o desenvolvimento ande lado a lado com o respeito ao meio ambiente”. A mineira, Regina Pereira, diz que é fã incondicional de Porto de Galinhas e todos os anos visita a praia com a família. “Este ano eu trouxe uns primos de Corumbá e sempre fiquei incomodada com as pessoas pisando no coral, mergulhando nas piscinas. Agora está bom para o turista que pode apreciar com calma e melhor ainda para os peixinhos que ficam na tranquilidade do seu ambiente. Para curtir não é preciso tocar, basta olhar. Aqui é um paraíso e precisa ser preservado”, completa.
Pesquisa com ambulantes – Paralelamente a ação de demarcação dos recifes de coral, a prefeitura do Ipojuca realizou uma pesquisa junto aos ambulantes para identificar o perfil e organizar o comércio informal na praia. Os comerciantes também foram visitados e convidados a participar das ações que buscam garantir o desenvolvimento sustentável da região.
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