De Fio a Pavio – Blog do Turismo PE

De Fio a Pavio

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Quando Etelvina associou-se ao Recife Convention não esperava cair diretamente no olho do furacão. Olha que não fazia nem uma semana que tinha preenchido a ficha de inscrição de sua empresa de artesanato. Já estava batendo na sua porta uma turma dizendo que ia desfazer tudo que estava feito, fazer diferente e melhor. Nem ela nem a turma sabiam que ela, com menos de seis meses de associação, não podia nem votar. Estava decidida a não se envolver, mas como eterna estudante -como se apelidava – resolveu acompanhar o babado de fio a pavio.Começou pesquisando o que já haviam feito no Convention até aquela data e lógico procurando saber quem era aquela turma tão insatisfeita. Não precisou queimar demais as pestanas, pois em um balanço de doze anos já tinha em mãos tudo que precisava em termos de resultados. E que resultados. Da turma que queria marretar tudo, conseguiu encontrar quase nada. Faziam mesmo er a muito barulho.Estava decidida, ia até o fim, não ia perder um momento sequer daquela contenda. No dia da eleição estava lá. Primeira decepção, disseram que não ia poder votar – conformou-se, pois devia ter lido o Estatuto quando se associou. Estava esperando mais decepções, pode tirar o cavalinho da chuva, pois o que ela presenciou foi um show de organização. Credenciamento sério para quem podia realmente votar. Processo organizado de votação com mesa constituída por gente de todas as correntes. Uma apuração transparente até com gravação de vídeo de voto a voto. Já que tinha ido ficou realmente até os momentos finais. Conclusão: primeiro descobriu que a turma da marreta não elegeu ninguém, segundo tomou conhecimento que os novos eleitos eram pessoas extremamente comprometidas com a construção, terceiro que ela estava pensando errado acerca da verdadeira função do Convention – ela tinha é que se engajar no trabalho de equipe para trazer eventos e benefícios para seu negócio. Nada ia cair do céu, tudo é fruto de muito trabalho do qual ela tem que participar.

Como perfeccionista que é, foi buscar os resultados número a número: os eleitos tiveram 70% de todos os votos. Descobriu que sem a turma da hotelaria fica complicado manter um Convention, pois eles representam mais de 80% de toda arrecadação e que em lugares onde eles foram escanteados, os conventions simplesmente fecharam.

Conclusão esta sua mania de ir ao fundo das coisas, acompanhar tudo de fio a pavio, foi no final muito bom para que ela conhecesse o verdadeiro Convention. Só não gostou é que descobriu que vai ter que trabalhar muito como a turma que vem construindo a entidade há mais de doze anos. Vendo o que eles fizeram nos últimos 12 anos de atividades como um dos mais atuantes do Brasil já sentiu o que lhe aguarda: 746 captações, um público de 2,1 milhões de visitantes, 4,3 milhões de diá rias hoteleiras geradas e uma movimentação econômica de R$ 3,1 bilhões. E ainda chegaram para ela dizendo que a turma não tinha feito nada e que precisava meter a marreta em tudo.

Luiz Felipe Moura

Presidente ABRAJET-PE e Diretor Região Nordeste

Associação Brasileira dos Jornalistas de Turismo.

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