Seminário da Embratur questionou se o turismo brasileiro deixou de ser competitivo
Postado em: Sem categoria
Hoje, terça-feira, a Embratur realizou, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, o I Seminário Turismo e Competitividade, reunindo representantes do setor empresarial e de governo para debater o tema.
Mas por que debater a competitividade às vésperas dos megaeventos? “Um dos itens que influencia o turista internacional na hora de decidir sua viagem é a competitividade daquele destino”, avalia o presidente da Embratur, Flávio Dino. “E, por competitividade entendemos bons serviços a preços justos. Quando isso não ocorre, temos um risco para a imagem do destino”. Segundo ele, justamente durante os megaeventos, que são um período de megaexposição, é importante mostrar serviços competitivos. O seminário ocorre durante todo o dia, das 8h30 às 17h.
Segundo o presidente do Fornatur (Fórum Nacional de Secretários e Autoridades Estaduais de Turismo) e secretário do Rio, Ronald Ázaro, o debate veio em boa hora. “Os gestores estaduais estão preocupados com a disparada dos preços das passagens domésticas, que deixam os nossos principais destinos com menor competitividade diante dos destinos estrangeiros”, afirma Ronald.
O tema do setor aéreo será debatido em uma mesa específica, contando com a participação do presidente da Abear (Associação Brasileira de Empresa Aéreas), Eduardo Sanovicz. “O objetivo da participação da Abear no seminário foi apresentar à cadeia produtiva do turismo os dados atuais, as propostas e medidas necessárias para que a aviação brasileira possa obter competitividade equiparada aos padrões internacionais, crescer e cumprir a sua missão de conectar o País”, afirma Sanovicz.
Na mesma mesa da Abear, estava o conselheiro da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Cláudio Magnavita. “A Embratur foi o primeiro órgão governamental a apontar a disparada das tarifas aéreas no Brasil e este seminário foi fundamental para que soluções fossem encontradas de forma emergencial”.
“Esse tipo de debate é importante porque abre espaço para que a iniciativa privada mostre sua capacidade em transformar a competitividade do turismo”, avalia Valter Patriani, superintendente de Vendas, Produtos e Marketing da CVC. “Porém, não basta ter apenas novas operações de viagens, novos produtos e maior consumo de viagens. É necessário que o poder público olhe e trabalhe para eliminar os entraves ao crescimento.”
Deixe um comentário