Intercâmbio e os diferentes tipos de hospedagem
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Definir a estadia com antecedência é essencial para evitar aborrecimentos
O intercâmbio é uma grande oportunidade para quem busca adquirir fluência em idiomas, realizar cursos que não estão disponíveis no Brasil, crescer profissionalmente, ou até mesmo sair da zona de conforto e conhecer culturas diferenciadas. Entretanto, para cada perfil de intercambista, existe um tipo de hospedagem mais adequado, e preparar a estadia com antecedência é indispensável para o aproveitamento da viagem. Assim, além de diminuir a probabilidade de aborrecimentos, você tem tempo para pesquisar os costumes e as tradições do país escolhido. Para ajudar na decisão, a empresária Bárbara Coelho, a frente da Wide Intercâmbio, montou um guia prático com os perfis e as singularidades de cada estalagem. Confira:
HOMESTAY: Ideal para quem quer vivenciar profundamente a cultura do país, o homestay caracteriza-se pela estadia na casa de uma família local, que acolhe o estudante como se fosse parte da unidade familiar. Nesse tipo de hospedagem, o intercambista receberá suporte extra em caso de problemas de saúde, bagagem, ou transporte e terá a oportunidade de se comunicar extra-aula com pessoas residentes do país. Entretanto, terá que obedecer às regras impostas e aderir aos costumes do local. “Apesar das limitações, o homestay é uma das acomodações mais populares, pois além de economizar, o estudante tem uma maior integração com o idioma e a cultura estrangeira”, explica Bárbara, ressaltando que algumas famílias cobram uma taxa extra caso o intercambista seja menor de idade. “É importante, também, combinar o acesso à cozinha, que muitas vezes não é livre, e pagar apenas pelo café da manhã, pois as refeições podem não ser do paladar do estudante”, completa. Quem pretende fazer homestaydeve ter estadia mínima de uma semana e entrar em contato previamente com o host.
HOUSE/FLAT SHARE: Exclusivo para maiores de 18 anos, o house share consiste em compartilhar a acomodação com outros estudantes, podendo variar entre casas e apartamentos alugados. Esses imóveis são oferecidos pelas próprias escolas e universidades, e alugados apenas para estudantes da instituição. Embora a interação com a cultura do país seja menor que no homestay, a liberdade proporcionada atrai os intercambistas, que podem determinar seus horários de chegada e saída e utilizar o espaço livremente, o que requer responsabilidade por parte dos locatários. “Muitas vezes os estudantes ficam responsáveis pela limpeza e organização do espaço, por isso é importante revezar as tarefas e levar toalhas e roupas de cama individuais”, aconselha Bárbara. Já para grupos que estudam em lugares diferentes, a empresária recomenda a residência estudantil, que segue a mesma proposta dohouse share, porém conta com diferentes tipos de imóveis para se adaptar à necessidade do estudante. “É uma opção bastante procurada por estudantes de Graduação, Pós-Graduação e MBA, então a preferencia de espaço é sempre para este público”, explica. Em ambos os casos, a estadia mínima é de quatro semanas.
STUDIO: Localizados dentro de residências “estilo hotel”, o studio é a opção com mais comodidade, contando com quartos, banheiro, cozinha e saleta individual por andar, além de área comum no térreo com salão de jogos, academia, lobby ente outras regalias. É também o que oferece maior liberdade para os estudantes. Assim como o house share, só aceita maiores de idade, por um período mínimo de três ou quatro semanas. “O único ponto negativo é que a interação pessoal do intercambista ficará limitada apenas à escola e a área comum da residência, pois os espaços são individuais”, alerta a empresária. Apesar de funcionar como um hotel, o estudante deve providenciar toalha e roupa de cama por conta própria.
EVITE: A menos que a duração do intercâmbio seja de até um mês, fuja dos hotéis, pois o custo final sairá muito alto. Evite, também, os populares albergues. Apesar de baratos, a rotatividade de pessoas em um mesmo ambiente não oferece muita segurança e ainda distrai o estudante.
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