Faltou Frevo no Carnaval de Pernambuco, principalmente no interior. Leia!!!
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Durante a festa de Momo, estive em alguns pontos do carnaval de Pernambuco. Presenciei a festa no interior e vi outros polos na capital, pela imprensa acompanhei outros tantos polos espalhados no estado. A minha missão era ver se o “FREVO”, seria a grande estrela nos quatro dias de festa. Como vocês já podem imaginar, É claro que NÃO foi! O frevo perdeu feio para os ritmos que invadiram a festa no decorrer dos anos. É funk, axé, piseiro, sertanejo, rock, brega, brega funk enfim… uma grande diversidade de ritmos tocados, seja nos palcos ou nos paredões na folia afora. Muitos desses ritmos tocados sem cessar, denigrem e colocam principalmente as mulheres em situação vulgar. Vale lembrar também que estes ritmos, já tem seus espaços garantidos durante o ano inteiro. Mesmo assim, buscam invadir o pequeno espaço dedicado ao ritmo que é Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.
Também podemos dizer, que algumas pouquíssimas cidades, deram um pouco mais de espaço ao frevo, como Bezerros, no agreste pernambucano. O que deveria ser regra na festa de Momo, virou detalhe, tocar frevo no carnaval, só se for com as orquestra que puxam os blocos pelas ruas. As grandes estrelas dos palcos, eram artistas que vinham de outros ritmos. Ai faziam o famoso “Migué”, tocando alguns poucos frevos.
O Recife abre a cada ano mais espaço, para outros ritmos. O palco principal no Marco Zero teve espaço para Brega, Rock, Samba e outros ritmos. O frevo deveria ser 100% no carnaval do Recife. Pois esses outros ritmos, não agregam na festa. O Galo da Madrugada é um exemplo a ser seguido. No galo, 98% dosa artistas só tocam frevo, um artista ou outro, toca uma música sua mais conhecida, mais depois tem que cantar frevo no corredor da folia. Os gestores tem que entender que ao menos no período de carnaval, o frevo deveria reinar em todo o estado de Pernambuco. Deveria ter uma lei estadual, obrigando o frevo ser tocado pelo menos 95% em todos os pontos de folia de Pernambuco.
Na Bahia você escuta muito mais Axé do que qualquer outro ritmo, eles sim, sabem proteger seu ritmo e por isso são uma unanimidade e fazem sucesso o ano todo.
Por onde andei, pesquisei e ouvi, o Frevo, não chegou a tocar 40% neste carnaval de 2020. Uma vergonha!!! No carnaval o frevo tem que tocar 24h por dia, não importa que seja num troça ou bloquinho, ou no principal palco da festa. Fica a dica!!
Outra vergonha que invade a festa do frevo, são essas festas fechadas, usam o solo pernambucano e não contratam nenhum artista local. Deveria também ter uma lei que obrigasse o organizador do evento ter pelo menos 30% de artistas locais em seus camarotes privados. A não valorização dos nossos artistas, por esses pseudos pernambucanos, mostra que vai ficando cada vez mais distante, principalmente no Carnaval, colocar o Frevo, aonde ele merece.
Vamos defender o nosso frevo e trabalhar para que o ritmo seja tocado nos 4 cantos do estado.
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