Noronha2B 2026 celebra o cinema africano lusófono – Blog do Turismo PE

Noronha2B 2026 celebra o cinema africano lusófono

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Em sua terceira edição, evento traz os cineastas Fradique, Jacqueline Nsiah e Samira Vera-Cruz a Fernando de Noronha​

​Jacqueline Nsiah, Samira Vera-Cruz e Fradique – crédito: Anderson Coka

Até 6 de março de 2026, sexta-feira, o Noronha2B – Film Commission Forum sedia a 3ª edição com o tema Sul Global Sustentável. Conectando o audiovisual nacional à África, Ásia e Iberoamérica, o evento debate novas alianças, circulação e sustentabilidade. Durante quatro dias, o arquipélago pernambucano se transforma na capital das film commissions brasileiras, com atividades gratuitas para profissionais da área e público geral.

A programação completa pode ser conferida no site noronha2b.com

Na quarta (4), foi apresentado o painel Sul Global Sustentável, com Fradique, Samira Vera-Cruz e Jacqueline Nsiah. O encontro discutiu o cinema lusófono produzido no continente africano. O N2B também promoveu sessões ao ar livre dos filmes de Fradique (“Ar Condicionado”) e Samira (“Sumara Maré”). Jacqueline por sua vez atua no evento como curadora e tutora do laboratório de projetos.

“Com esta edição, o Noronha2B torna-se uma ponte para o continente africano, especialmente para os países que falam português, comenta o cineasta angolano Fradique, diretor do longa “Independência” (2015). “Eu acho que é simbólico acontecer aqui numa ilha no meio do Oceano Atlântico. Sinto-me em casa, não só entre os brasileiros, mas também com cineastas africanos”, complementa. Seu longa mais recente, o premiado “Ar Condicionado” estreou no Festival de Cinema de Roterdã.

Samira Vera-Cruz saiu da ilha de Cabo Verde e atravessou dois continentes para chegar a outra ilha, Fernando de Noronha: “O povo das ilhas sempre se sente em casa nas outras ilhas. Aqui lembra muito Cabo Verde e São Tomé, principalmente”. A realizadora dos curtas “Buska Santu” (2016) e “Hora di Bai” (2017), destaca a relevância do intercâmbio Brasil/África: “serve para entendermos que temos muitas coisas em comum, históricas em comum, mas muitas coisas de identidade que vão além da língua. Tem a ver com a alma”.

“Temos uma harmonia, Brasil e África, mas não tem muitas pontes de contato, e isso é importante”, observa Jacqueline Nsiah, que integra o comitê de seleção da competição da Berlinale e o Festival de Cinema Africano de Colônia. “Eu acho que até hoje a maioria dos filmes que nós vemos na TV ou no cinema são de ponto de vista dos brancos, mas a maioria dos brasileiros é negro, ou mistura com negro e indígena”, comenta a curadora de origem ganesa.

O 3º Noronha2B – Film Commission Forum conta com patrocínio da Ancine – Agência Nacional do Cinema, Embratur – Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo, Visit Brasil, Ministério do Turismo, Prefeitura de Maricá, Banco do Nordeste, Lei de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet, Ministério da Cultura, Governo Federal. 

O N2B tem apoio do Youtube, Smiles, Brasil Convention Bureau, EcoNoronha, Forte Noronha, Governo de Pernambuco, ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, Lab Noronha, Nannai e Projeto Tamar.

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