Chile: San Pedro de Atacama
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O que é San Pedro de Atacama ?
San Pedro de Atacama é uma cidadezinha de 2.000 habitantes de ruas de terra e casas construídas de adobe, em um oásis, em pleno deserto do Atacama.
O movimento em San Pedro de Atacama concentra-se em duas ou três ruas perto da pracinha da prefeitura, onde fica o escritório de informações turísticas. Nesse mini-centro funcionam também as agências que organizam excursões pela redondezas, lojinhas de suvenirs, alguns hotéis e muitos barzinhos e restaurantes que, a noite, são freqüentados por um pessoal descontraído, que inclui desde turistas endinheirados, mas de espírito aventureiro, até moçada de orçamento apertado. Por isso mesmo San Pedro tem opções de hotéis para todos os bolsos.
Atacama, o deserto mais seco do mundo
O que diferencia esse fim do mundo, no deserto mais seco da Terra, é seu sabor de aventura. Quem vai para lá quer ver de perto paisagens extraordinárias. São planícies de sal, extensões brancas enrugadas, que de longe parecem um oceano; lagos tão salgados quanto o Mar Morto; lagunas por onde perambulam flamingos cor de rosa; altiplanos de paisagem rude onde pastam, aqui e ali, vicunhas e guanacos (parentes do camelo e primos-irmãos das lhamas); um platô gelado a 4300 m, com um sem número de gêiseres jogando para o ar jatos de vapor que atingem dezenas de metro de altura, tendo como pano de fundo os picos nevados da Cordilheira dos Andes.
Mesmo quem já correu o planeta e já viu praticamente todo tipo de paisagem, fica impressionado. Por isso mesmo San Pedro de Atacama está sendo descoberto por gente do mundo todo.
A melhor época
As estações do ano correspondem às brasileiras. Quem quer esquiar deve ir no inverno. Julho é o auge da temporada, quando tudo é mais caro e mais lotado de turistas. Se você curte neve, mas não gosta de lugares lotados e quer economizar um pouco, vá em junho ou em agosto, quando não é alta estação.
É possível conhecer as regiões de montanhas sem passar frio; em janeiro e fevereiro, as temperaturas são bem amenas e convidativas para passeios e caminhadas. O inconveniente é que, por ser época de férias escolares, há grande quantidade de turistas. Se não fizer questão de neve, prefira o começo do outono e o final da primavera: faz um friozinho suportável, tem menos gente, os preços estão melhores e as paisagens são ainda mais espetaculares.
Em Santiago do Chile, o verão é quente e bem seco e o inverno não é dos mais rigorosos. Mais ao sul, em Valdívia, a umidade é exagerada, principalmente no inverno.
Punta Arenas, no extremo sul, é um lugar para se ir no verão ou, na pior das hipóteses, no fim da primavera ou no começo do outono. Mesmo no verão, não esqueça um bom pulôver e um casaco forrado, pois faz bastante frio e o vento é gelado! No norte do Chile, não se preocupe com as chuvas: elas praticamente não existem. No verão, entretanto, faz muito calor.
SANTIAGO – temperaturas médias
Primavera (outubro): mínima 7ºC/ máxima 23º
Verão (janeiro): mínima 12ºC / máxima 29º
Outono (abril): mínima 7ºC / máxima 22ºC
Inverno (julho): mínima 3ºC / máxima 15ºC
PUNTA ARENAS – temperaturas médias
Primavera (outubro): mínima 3ºC / máxima 11º
Verão (janeiro): mínima 7ºC / máxima 14º
Outono (abril): mínima 3ºC / máxima 10ºC
Inverno (julho): mínima 1ºC negativo / máxima 4ºC
ANTOFAGASTA – temperaturas médias
Primavera (outubro): mínima 13ºC / máxima 19º
Verão (janeiro): mínima 17ºC / máxima 24º
Outono (abril): mínima 14ºC / máxima 21ºC
Inverno (julho): mínima 11ºC / máxima 17ºC
VALDÍVIA – temperaturas médias
Primavera (outubro): mínima 7ºC / máxima 17º
Verão (janeiro): mínima 11ºC / máxima 23º
Outono (abril): mínima 8ºC / máxima 17ºC
Inverno (julho): mínima 5ºC / máxima 11ºC
A época do ano em que você for viajar irá determinar as roupas
e calçados que deverão ser levados na sua bagagem.
De avião
As companhias aéreas que têm voos diretos do Brasil para o Chile são a TAM, a LAN Chile e a Gol. Na prática você pode voar para Santiago de qualquer capital sul-americana, eventualmente pagando mais barato: via Montevidéo ou Buenos Aires, por exemplo. Mas é desconfortável e algumas conexões podem ser cansativas.
Uma advertência importante: a diferença de preços de passagens entre São Paulo e Santiago varia muito entre a alta e a baixa estação. Na baixa estação a ida e volta em classe econômica de São Paulo a Santiago custa aproximadamente US$ 550. Na alta estação ela pode custar entre US$ 680 e US$ 1.000 ou até mais. É possível parcelar esses valores em até 5 vezes, sem juros.
Os preços mencionados neste guia são meras referências, pois outros fatores influenciam o custo das passagens. Quem, por exemplo, adquire sua passagem com mais antecedência paga mais barato. O importante é comparar preços praticados pelas companhias, pois os períodos de alta e de baixa estação de cada uma não são totalmente coincidentes. Grosso modo a alta estação na LAN Chile corresponde às férias de verão e à temporada de esportes de inverno.
A baixa estação vai de de março a junho e de outubro até meados de dezembro. A TAM considera baixa estação os períodos de 15 de março a 31 de maio e de 16 de agosto a 30 de novembro. Os períodos mencionados podem sofrer alterações. Confira sempre com bastante antecedência junto às companhias aéreas. Quem tem a liberdade de tomar o avião alguns dias antes ou alguns dias depois de determinada data pode pagar muito menos por sua passagem.
TAM São Paulo: Tel. (11) 4002-5700 | Em outras cidades: Tel. 0800-5705700 : www.tam.com.br
LAN Airlines ( 0300 788-0045 Escritório no Brasil: São Paulo * Rua da Consolação, 247 www.lan.com. Você pode comprar sua passagem da LAN pela Internet ou em sua cidade em qualquer boa agência de viagens.
GOL ( 0800 704-0465 www.voegol.com.br
De ônibus
A empresa Pluma Internacional e a Chilebus têm ônibus de cidades brasileiras para Santiago do Chile. Partindo de São Paulo a viagem toma 54 horas; de Curitiba 46 horas; de Porto Alegre 36 horas. O preço da passagem, embora as distâncias sejam diferentes, é de aproximadamente R$ 330,00.
CHILEBUS
No Brasil
( São Paulo (11) 2221-6239 e 3283-0200 | Porto Alegre (51) 3228-7683 | Florianópolis (48) 3222-5012 | Campinas (19) 3231-0772
No Chile 776-5557
www.chilebus.com.br
PLUMA INTERNACIONAL
No Brasil
( (11) 0800-6460300 : www.pluma.com.br
No Chile Tel. 671-5223
O ônibus é uma opção apenas para aqueles que têm muito tempo, pouco dinheiro e disposição de sobra (ou pânico de avião). Afinal, 54 horas dentro de um ônibus não é para qualquer um, principalmente em um ônibus que, embora confortável do tipo semileito, não é leito. Dependendo do estado brasileiro em que você mora, talvez seja mais inteligente dividir sua viagem em etapas, o que, aliás, pode ser agradável se você escolher bem as cidades onde for parar.
Os ônibus internacionais são confortáveis, têm arcondicionado e poltronas que reclinam bastante. Mas, como são muitas horas de viagem, é bom ter consigo revistas ou livros, biscoitos e água mineral.
De carro ou moto
É possível chegar ao Chile de carro ou moto por diferentes caminhos. Isso dependerá do que deseja visitar por lá e de qual estado brasileiro partirá. Em qualquer caso terá que atravessar a Argentina. Você pode pegar a BR 116 na direção sul e no Rio Grande do Sul seguir para Uruguaiana, cidade gaúcha na fronteira com a Argentina, utilizando a BR 290 (Rodovia Osvaldo Aranha), que passa por Porto Alegre, São Gabriel e Alegrete. Outra opção é entrar na Argentina por Foz do Iguaçu (uma oportunidade para dar uma espiada nas famosas quedas). Nesse caso, de Curitiba pegue a BR 277 ou faça São Paulo-Londrina-Cascavel-Foz do Iguaçu.
A partir do Rio Grande do Sul Há várias opções. Quem quer passar pela capital argentina pode atravessar o Uruguai (aproveitando para visitar Montevidéo e Punta del Este). Partindo de Porto Alegre você pode chegar ao Uruguai por Pelotas, Bagé ou Santana do Livramento. Depois siga para Punta del Este ou Colônia do Sacramento. É onde embarcará seu veículo em um ferry-boat da empresa Buquebus. A viagem até Buenos Aires toma 3 horas.
Uma vez na Argentina, você terá que passar por Santa Fé e Córdoba ou então Rosário e Junin para alcançar Mendoza, a última importante cidade argentina antes da fronteira com o Chile, para quem vai para Santiago. Importante: no inverno a fronteira ou trechos da estrada entre Mendoza e Santiago poderão estar fechados.
Para ir para o Atacama Caso deseje ir para o deserto de Atacama de carro (saindo de São Paulo ou Rio de Janeiro), o ideal é entrar por Foz do Iguaçu, depois seguir para Posadas-Corrientes-Salta-Jujuy. Então pegue a estrada para a Quebrada de Humahuaca e entre à esquerda na Ruta 52 até a fronteira chilena, para chegar ao Passo de Jama. Nesse caso é absolutamente indispensável encher o tanque em Susques, a 180 km da fronteira. Essa é a última cidade argentina onde você encontra combustível e um pequeno hotel com restaurante. Eventualmente é o caso de dormir em Susques e prosseguir viagem no dia seguinte. No inverno informe-se se a fronteira está aberta.
Para roteiros mistos no sul Atravesse a fronteira na altura de Bariloche para visitar Puerto Varas. Se estiver em El Calafate (ainda mais ao sul), para chegar a Puerto Natales ou Torres del Paine terá de fazer um desvio até Esperanza (pelo menos para abastecer). Depois pegue a indicação para Rio Turbio.
Importante Aliás, encha o tanque em cada uma dessas cidades, pois você percorrá grandes distâncias sem encontrar nenhum posto de gasolina. Ter com você água mineral e unas empanaditas também é uma boa ideia.
Equipamentos para o carro
Antes de partir, você terá que fazer uma boa revisão no automóvel e checar todos os equipamentos de segurança. Deverá ainda ter, obrigatoriamente, os seguintes acessórios:
• Cabo de aço de pelo menos 2m com sistema de engate (para o caso de precisar ser rebocado.)
• 2 espelhos laterais e encosto para a cabeça
• Caixa de primeiros socorros
• Ferramentas básicas, chave de roda, lanterna
São recomendáveis: cabo para ligar bateria de dois carros diferentes (“chupeta”); mapas, caneta, caderneta de anotações; canivete tipo suíço multiúso; um saco de dormir para ser usado em uma emergência.
Moto
Ir do Brasil ao Chile de moto não é para qualquer um, mas reservada apenas a motoqueiros experientes. Não adianta possuir uma moto há cinco ou mais anos, se a usa raramente e quase sempre em estradas asfaltadas. O ideal é rodar pelo menos uns cinco mil quilômetros no Brasil, o suficiente para ganhar confiança em você mesmo e na moto.
Sua moto deve estar em ótimas condições Viajar do Brasil ao Chile é uma longa viagem. O melhor, aliás, é formar um grupo de amigos e encararem juntos a aventura. Não deixe de fazer uma revisão em sua motocicleta em um bom mecânico. O ideal é que sua moto seja nova. Se não for deve estar em muito boas condições.
Teoricamente, até com uma 125 CC você pode viajar pela América do Sul, mas será em um ritmo mais lento, pois terá que respeitar os limites da máquina.
Uma 650 CC ou 750 CC é ideal Motoqueiros experientes consideram que uma 650 CC ou 750 CC “fora de estrada” (off-road) é o ideal.
Não precisamos recomendar: todo motoqueiro que se preze sabe que ter roupas adequadas, capa de chuva, óculos escuros e kit de primeiros socorros é indispensável.
Informação é essencial Muna-se de um bom mapa, trace um roteiro inteligente e informe-se sobre o estado das estradas, sobretudo em regiões sujeitas a nevascas. Cuidado com as estradas de rípia, onde é fácil derrapar. Mantenha o tanque cheio e fique atento com relação à autonomia da motocicleta: na Patagônia nem sempre é fácil abastecer.
Mapas
Os mapas dos guias servem geralmente para a organização de sua viagem. Para viajar de carro pelo país é aconselhável ter um mapa rodoviário grande e detalhado. Você pode quebrar um galho com mapas do site do Automóvil Club de Chile (www.automovilclub.cl)
Para orientá-lo nos trechos dentro do Brasil, há mapas no site do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (www.dnit.gov.br). Se for com carro próprio terá de atravessar a Argentina. Compre por lá um mapa da YPF ou da Firestone, vendidos em postos de combustível e bancas de jornal (quioscos).
Atenção: O Chile exige (pelo menos teoricamente, mas dificilmen te essa regra é tomada a sério) Carteira Internacional de Motorista.
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