Por falta de divulgação, Copa do Mundo pode atrair poucos estrangeiros, afirmam representantes do setor de turismo no Senado Federal
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Por falta de divulgação, Copa do Mundo pode atrair poucos estrangeiros, afirmam representantes do setor de turismo no Senado Federal
A escassez de recursos do Ministério do Turismo e a pouca divulgação dos grandes eventos que serão realizados no Brasil a partir deste ano preocupam especialistas do setor. Essa e outras questões relacionadas à Jornada Mundial da Juventude, à Copa das Confederações, à Copa do Mundo de 2014, às Olimpíadas e Parolimpíadas de 2016 foram debatidos quarta-feira (12), em audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado (CDR).
O presidente da Federação de Convention & Visitors Bureaux de São Paulo (FC&VB-SP), Márcio de Oliveira, está preocupado com a promoção do evento. Segundo Oliveira, o Comitê Gestor da Copa do Mundo de 2014, o Gcopa, está ignorando a divulgação e o Ministério do Turismo apenas realiza obras de infraestrutura.
Oliveira afirmou que o Gcopa aprovou 96 projetos de promoção da Copa do Mundo, mas, até agora, não executou nenhum.
– Se nós não tomarmos o devido cuidado com o Brasil, nós não vamos chegar em 600 mil turistas. Não adianta fazer milagre. A Copa do Mundo não se vende sozinha – afirmou.
A senadora Lídice da Mata (PSB-BA), autora do requerimento da audiência pública, também criticou a falta de promoção dos grandes eventos que o Brasil vai sediar. Ela defendeu que o Ministério do Turismo reivindique sua função de promover o turismo no país e que a Empresa Brasileira de Turismo (Embratur) também faça o mesmo quanto à promoção do turismo brasileiro no mercado internacional.
Não poderia caber ao Gcopa a promoção do turismo no Brasil, porque o Gcopa nem existia, não tem tradição nem conhecimento algum de promoção turística. Quem tem conhecimento é a Embratur, com todos os seus problemas e dificuldades – argumentou a senadora. Oliveira ainda alertou para uma campanha que estaria sendo realizada na Europa para desestimular os turistas a virem ao Brasil em razão da violência.
– Isso está acontecendo na Europa de forma bastante significativa – informou
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