Requalificação do Forte Orange chega à fase arqueológica – Blog do Turismo PE

Requalificação do Forte Orange chega à fase arqueológica

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Com a reconstrução da cantaria (pedras que constituem as paredes do forte) e toda a limpeza já concluída, chegou a hora de o Forte Orange, na praia de Itamaracá, Litoral Norte de Pernambuco, receber uma atenção especial para a história. As obras para o redescobrimento da Porta Holandesa já começaram. Este é um dos maiores achados arqueológicos holandeses já encontrados fora da Holanda, tendo inclusive já sido motivo para visita da Família Real holandesa. A Casa de Pólvora, local em que se guardavam os armamentos e que fica no subsolo do Forte, está sendo restaurada e vai receber uma proteção de vidro. Os achados arqueológicos, depois de requalificados, ficarão expostos, pela primeira vez, para os visitantes.

A requalificação do Forte Orange é realizada pela Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco, por meio do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur). A obra está orçada em R$ 9.480.551,00 com investimentos do Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID) e tem previsão de término em dezembro de 2015. ?Depois de restaurado, os pernambucanos e os turistas irão ganhar mais um espaço rico em cultura, que ajudará a contar a história do nosso Estado. Um dos grandes achados arqueológicos, a porta, nunca havia sido encontrada em local algum do mundo fora da Holanda?, comenta o secretário de Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco, Felipe Carreras.

Neste mês, está sendo realizada a limpeza de toda a cantaria utilizando material detergente não agressivo, dando às pedras a aparência original. Além disso, também estão sendo feitas as remoções de materiais de construção que não são compatíveis com a época de construção do Forte Orange.  Hoje, no restauro, são utilizados apenas materiais referentes à tecnologia da época, que era areia e cal hidráulica. O cuidado no restauro também está na proteção superficial das paredes utilizando resina especial, protegendo de umidade e maresia.

Outra operação em andamento é a recolocação das pedras envolta à muralha. ?É feito um trabalho minucioso nessa fase. Os técnicos estão encaixando as peças manualmente, fazendo um processo de quebra-cabeça, assim como realizado há 400 anos?, destaca Izabel Urquiza, secretária-executiva do Prodetur/PE.  Na próxima fase de recuperação, que terá início em junho, para o Forte continuar guardando as características militares, será feita a recuperação das ameias, que são as janelas na muralha onde se localizam os canhões, e do piso dos baluartes.

Os canhões serão recolocados em seus devidos locais e apoiados em bases de concreto, marcando a intervenção do tempo na recuperação do Forte?, informa Julia Meira, engenheira do Prodetur responsável pela requalificação do Forte. Além do processo de restauro, estão sendo reparadas as instalações hidrossanitárias e elétricas do Forte, contribuindo para maior conforto dos visitantes. Toda a restauração está sendo inspecionada pelos técnicos do IPHAN, garantindo assim a execução ideal da restauração, fazendo com que sejam respeitadas as características do patrimônio tombado.

 

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