Economia criativa é uma das melhores estratégias de negócios para 2016
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Diferentemente da economia tradicional que opera com recursos escassos e concorrência baseada em preços, a economia criativa trabalha com recursos que não se esgotam, mas se multiplicam e se renovam e não concorrem entre si.
As atividades de economia criativa estão baseadas no conhecimento, na criatividade, na cultura, e produzem bens tangíveis e intangíveis, intelectuais e artísticos, com conteúdo criativo e valor econômico. A criatividade é um recurso elástico e ilimitado, portanto depende do talento e do capital intelectual das pessoas.
Dados divulgados pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) em Maio 2013, o comércio mundial de bens e serviços criativos movimentou 624 bilhões de dólares em 2011 e deve movimentar 6 trilhões de dólares até 2020.
No Brasil a economia criativa movimenta 380 bilhões de reais por ano, o equivalente a 16,4% do PIB e compreende 15 segmentos que têm origem na sua criatividade: arquitetura, cinema e fotografia, moda, design, cultura popular, turismo, artesanato, propaganda, artes cênicas, música, editorial, pesquisa e desenvolvimento, software, áudio visual, vídeo games e jogos eletrônicos. Quem se dedicar a essas atividades talvez seja mais bem sucedido no mercado atual, do que os que se dedicam às atividades ligadas à administração ou à ciência.
Esse momento de instabilidade econômica também é oportuno para estimular o consumidor final a investir menos em bens materiais e investir mais em experiências com viagens inteligentes, atividades na natureza, frequentar restaurantes criativos, experimentar uma boa gastronomia, visitar exposições de arte, assistir a um show musical, ou um show cultural, uma peça teatral, dentre outras experiências.
Segundo Dr. Thomas Gilovich, professor de psicologia e pesquisador, “pessoas que gastam com experiências são mais felizes do que as que gastam comprando bens materiais, porque somos a soma de nossas experiências, compartilhadas com outras pessoas”.
Na Paraíba a economia criativa está sendo muito utilizada na formatação de produtos turísticos criativos e inovadores de vivências e experiências.
É fantástica a experiência de conhecer o “Quadrilhando”, o melhor arraial do mundo, em Campina Grande, que funciona um sábado por mês. Esse produto criativo é fruto da idéia coletiva de 12 quadrilhas juninas espetáculo, filiadas à ASQUAJU – Associação de Quadrilhas Juninas de Campina Grande, que unidas apresentam nesse arraial um show à parte, em um espaço privilegiado, lembrando os melhores atributos do Maior São João do Mundo, durante todos os meses do ano.
Conhecer e interagir com personagens da economia criativa, tanto nas viagens turísticas, como em eventos é uma experiência singular. Podemos citar o Dom Quixote Literário, e o Homem da Gaiola, em Alagoa Grande, e o Virgulima em Campina Grande, que são personagens que agregam valor ao produto ou serviço que se está oferecendo.
Vivenciar o restaurante Vó Maria, em Chã de Jardim, em Areia, o camping rural no Lajedo do Marinho, em Boqueirão, a Casa de Cumpade, em Galante, Campina Grande, são propostas de economia criativa, que traz no seu conceito um diferencial de sustentabilidade, identidade cultural e ruralidade.
Qualquer turista vai se encantar com a Rota dos Ateliês em Guarabira e em João Pessoa, pois também são exemplos de economia criativa, uma riqueza cultural que agrega valor a sua experiência pessoal e profissional. Vale a pena conhecer!!
É fácil perceber o impacto da criatividade, empreendedorismo e oportunidades geradas no Folia de Rua, movimento pré carnavalesco de João Pessoa, onde os blocos de rua inovam em música, fantasias, muita parceria e comprometimento das comunidades envolvidas, movimentando toda uma cadeia de valor do evento. Isso é economia criativa!!
A criatividade deve estar presente em todos os setores da empresa: na gestão, nos processos, no desenvolvimento de produtos e serviços, na criação da marca, no conceito dos negócios criativos. Também contribui para a formatação de produtos e serviços sustentáveis ou seja, “é estratégico para a sustentabilidade do planeta e de nossa espécie,” explica Lala Deheinzelin, especialista em Economia Criativa e Desenvolvimento Sustentável.
Para os empresários, esse é o momento de repensar como anda a sua empresa com relação a criatividade e a inovação. O mundo globalizado requer mais conhecimentos e mais informações, portanto estar conectado e à frente das mudanças, faz muita diferença nos negócios.
Hoje, mais do que nunca é preciso muita criatividade para atender às inúmeras necessidades do mercado, e preparar os jovens “trainee” para exercitar a sua criatividade nas empresas, descobrindo a sua vocação. Estimular mudanças é uma das estratégias que pode gerar resultados positivos.
Portanto, em tempos de crise, mais importante do que se preocupar com os custos é focar nas metas de geração de receita. Não é uma solução fácil, mas é estratégica desde que se tenha profissionais capacitados para fazer negócios e não somente administrar um negócio.
Regina Medeiros Amorim
Mestre em Visão Territorial e Sustentável do Desenvolvimento,
Pós graduada em Gestão e Marketing do Turismo,
Gestora de Turismo do SEBRAE – Paraíba.
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