Como planejar um intercâmbio?
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Encontrar o momento certo para deixar o país é um desafio para muitos brasileiros que pensam em fazer intercâmbio. Para algumas pessoas, essa hora chega na adolescência, para outros, com mais maturidade e, às vezes, só quando a rotina desacelera em função da aposentadoria. O importante é saber reconhecer quando o momento chegou para você e planejar em detalhes a experiência para que o intercâmbio seja um sucesso. Segundo a empresária Barbara Coelho, à frente da Wide Intercâmbio, é importante que o intercambista comece a se planejar de seis meses a um ano antes da viagem. Com essa antecedência, é possível quitar o programa escolhido e, na época do embarque, ter apenas despesas da experiência em si, como alimentação, transporte e passeios.
Segundo a empresária, o primeiro passo é o do investimento. Muitas vezes o estudante sonha em fazer um intercâmbio, idealiza um país, uma cidade, um curso. Só que isso, muitas vezes, não se adequa ao seu perfil ou a sua realidade financeira. Em outros casos, o curso que ele deseja fazer não irá trazer o benefício pessoal ou profissional desejado. É importante reunir o máximo de informações e avaliar se o que se deseja permitirá alcançar os resultados esperados e se o dinheiro que você quer ou pode investir será suficiente para a realização do seu sonho. Outro ponto é escolher o curso ideal. Existe uma grande quantidade de programas hoje em dia para atender pessoas das mais diversas idades e com diferentes interesses. O intercâmbio pode incluir curso de idioma, cursos profissionalizantes, cursos universitários, programas de estudo e trabalho, colegial no exterior, programas de férias etc; tudo de acordo com sua idade, tempo de permanência e objetivos. Uma autoavaliação ajudará a decidir o curso ideal para cada pessoa. A definição do país também é imprescindível: “Pesquise ao máximo o local onde você vai morar. Essa é a melhor maneira de prevenir sustos e aquela sensação de ‘o que estou fazendo aqui?’. Descubra como é a culinária local (e se só tiver coisas que você detesta?), qual é o custo de vida e como é o clima da região”, conclui.
Por último e não menos importante ela destaca a importância da escolha de uma boa agência. “Essa hora é uma das mais delicadas. Por isso, procure uma que tenha experiência no mercado, primeiramente”, conta. Também é necessário preparar-se para enfrentar a burocracia em relação ao visto; dependendo do país e tipo de visto, pode levar até dois meses para se obter, como é o caso do Canadá. Já na Europa, dependendo da duração (menor q 90 dias), nem precisa de visto.
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