O CHARME DE PORTO DE GALINHAS TAMBÉM ESTÁ NAS SUAS LENDAS – Blog do Turismo PE

O CHARME DE PORTO DE GALINHAS TAMBÉM ESTÁ NAS SUAS LENDAS

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Conheça algumas histórias curiosas do destino e do município do Ipojuca


Naufrágios de navios da Segunda Guerra e engenhos da
época colonial ajudam a formar a rica história do balneário
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Para 96% dos viajantes, a combinação entre sol e mar é considerada o principal estímulo para conhecer Porto de Galinhas. Mas o balneário queridinho dos brasileiros também tem muitos mistérios a serem desvendados. Em torno do destino e do município do Ipojuca, onde está situado, gravita uma série de lendas e curiosidades. Conheça algumas delas, que, inclusive, remetem a acontecimentos históricos do país.

Nem o nome escapa das lendas
Mesmo após a abolição, negros africanos continuaram a ser trazidos para o país de forma clandestina. Eles eram desviados de Recife, onde havia uma rigorosa fiscalização, e desembarcavam na então praia de Porto Rico, escondidos em engradados de galinhas d´angola. Assim que chegavam, os contrabandistas gritavam o que seria uma senha: “Tem galinha nova no porto”. A possível origem do nome não deixa de ser uma resposta bem humorada e criativa. Hoje, as simpáticas esculturas de galinhas que enfeitam o destino dão as merecidas boas-vindas a quem chega à região.

Mistérios sob as águas….
A Segunda Guerra também passou por lá. O navio de desembarque Gonçalo Coelho participou do transporte de veículos blindados no período e foi utilizado pelas tropas brasileiras para deslocar a carga entre Recife e Fernando de Noronha. Em 1999, foi afundado para servir como um recife artificial e tornou-se uma atração turística para mergulhadores profissionais e experimentados. Nesses passeios é possível ainda conhecer a embarcação não identificada naufragada há cerca de 300 anos, com âncoras de quatro metros, parte da quilha e da estrutura de madeira. Em uma profundidade um pouco maior, de 32 metros, está o rebocador Marte, afundado em 1997 e hoje já coberto por esponjas e corais.

….sobre a terra….
Antes de voltarem aos navios negreiros, os escravos teriam sido obrigados a dar várias voltas em torno de um baobá, para depositarem ali suas crenças e origens e serem batizados como cristãos. Mal sabiam os dominadores que a essência e a resistência africana permaneceram vivas em árvores bicentenárias, capazes de fascinar os turistas. Uma delas, em Nossa Senhora do Ó, já completou 400 anos. A lenda de que seria a primeira árvore criada por Deus abençoa do alto o paraíso pernambucano.

…e perto do fogo
Vulcão no litoral sul de Pernambuco? Um não, nove. Este foi o número de rochas vulcânicas já identificadas na região, sendo que a última erupção teria ocorrido há 102 milhões de anos. Na Usina Ipojuca está o mais famoso, o Neck Vulcânico, com mais de 45 metros de altura. Foi um dos pontos mais próximos da África, quando o continente ainda estava ligado à América pelas placas tectônicas. Esses espetáculos da natureza estão inativos, mas as histórias ganharam vida. Há quem diga que o grande paredão era um reino que se abria durante um dia do ano, quando era possível testemunhar grandes festas.

Um Cristo que só Ipojuca viu
Fundado em 1606 pelo frei Leonardo de Jesus, o Convento de Santo Antônio é o único a ter Jesus crucificado com as mãos para o alto, em uma cruz sem emendas, graças a um noviço desastrado. Temendo ser repreendido ao quebrar o santo principal do altar-mor da igreja, ele teria corrido atrás de ajuda do tio, um importante comerciante. Este prometeu adquirir uma nova peça em Portugal, onde cumpriria outros compromissos. Porém, só se lembrou da encomenda quando o navio estava prestes a regressar ao Brasil. O jeito foi comprar a imagem de Cristo com os braços levantados. Mas faltava uma cruz, surpreendentemente encontrada em uma árvore com o mesmo formato, nas matas do Engenho Trapiche.

Por falar em engenho
Os engenhos de Porto de Galinhas proporcionam monumentos que datam do Brasil colonial e do Império. O destaque é o Engenho Gaipió, residência de importantes personalidades de Pernambuco, como o ex-governador Ambrósio Machado da Cunha Cavalcanti. O espaço conta com uma casa-grande em estilo neoclássico, construída em 1863 e que preserva a mobília original. Também chama a atenção o Engenho Massagana, onde o escritor abolicionista Joaquim Nabuco viveu boa parte de sua infância.  A propriedade abrange um museu de móveis do século 19, no prédio principal, uma capela barroca e máquinas da época, utilizadas na transformação de cana em açúcar.

As aves que aqui gorjeiam não gorjeiam como lá
A Matinta Pereira aparece só às noites, mas seu assobio nunca se sabe de onde vem e seu grito costuma ser arrepiante. Alguns acreditam se tratar do Saci Pererê em uma de suas formas. Os indígenas definem a ave como uma mensageira do outro mundo. Descobrir sua identidade exige coragem e um convite para que ela venha à sua casa pela manhã para tomar café. Prepare o banquete!

Moeda da Sorte
A história dos escravos também é feita de liberdade. Para redimir a dor causada por seus capatazes, o senhor de engenho Dom Procópio forjou uma série de moedas e deu a elas o valor da vida, da liberdade e da honra, jurando se dedicar pelo resto da vida à libertação dos negros. No entanto, ele foi assassinado em uma emboscada e todo seu dinheiro, saqueado. Mas uma delas ficou e seria a Moeda da Sorte, hoje exposta no Café da Moeda.

 

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