Homenagem a Cabela, fundador da Ceroula. Leia!!! – Blog do Turismo PE

Homenagem a Cabela, fundador da Ceroula. Leia!!!

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Quem já brincou o carnaval nas ladeiras do Sítio Histórico de Olinda certamente já se pegou acompanhando um coro que aproveita o longo intervalo entre a passagem das orquestras de frevo para se animar e alegrar aqueles que estão ao seu redor. O som dos trompetes e trombones é substituído por uma onomatopeia, aquela imitação de sons ou ruídos que fazemos com a nossa voz. Essa orquestra vocal começa assim: “Pó-pó-pó-pó / pororó-pororó / pororó-pororó / pororó-pororóoooo-ró… ”
E aí… Reconheceu? Lembrou-se?
Sim, é a introdução do Hino da Troça Carnavalesca Mista A Ceroula de Olinda, autoria de Milton B. de Alencar (1962).
Junto com outros dois hinos mais tradicionais do carnaval pernambucano, como os de Vassourinhas (1912) e Elefante de Olinda (1952), o caçula dos três faz a alegria dos carnavais de rua país a fora, há mais 50 anos.
A Troca é de um tempo em que menina não entrava. Pois, por razões óbvias, elas não vestiam a ceroula – peça do vestuário masculino e principal adereço nos dias de folia.
Porém, ao longo dos anos, as mulheres dos foliões conquistaram seu espaço e se juntaram à animação momesca.
Uma dos conceitos sobre cultura é aquele que se perpetua uma “forma ou etapa evolutiva das tradições e valores intelectuais, morais, espirituais (de um lugar ou período específico)”. Justamente o que fizeram os fundadores da Ceroula, principalmente um deles, Antônio Aurélio Sales, muito mais conhecido pelo carinhoso apelido: Cabela.
Ele foi o responsável pela manutenção da brincadeira entre amigos. Incessantemente, durante esses 55 anos, Cabela manteve a tradição do desfile da Ceroula, no sobe e desce das seculares e estreitas ruas olindenses. Sob chuva ou aquele sol de rachar, ele estava sempre lá à frente da Troça. E como um verdadeiro Gentleman cumprimentava e sorria para todos, arrastando a multidão.
Hoje, 15 de dezembro de 2018, é um dia de despedida, mas não de adeus. Porque, como diz a letra do Hino da Ceroula, seu fundador – depois de 83 anos de pura animação, foi à lua passar muitos outros carnavais.
Disse Fidel Castro “Os homens passam, os povos ficam; os homens passam, as ideias ficam.” Por ainda muitos carnavais a onomatopéia do Hino da Ceroula irá animar gerações de foliões, em Pernambuco, no Brasil, e por que não no mundo. O “po-po-po-po” rompe às barreiras linguísticas.
Em sua homenagem, vai o link com letra e música de um dos três grandes hinos do carnaval de Pernambuco na voz de Geraldinho Lins.

Pedro Aníbal de Brito Rodrigues (Mestre em Turismo, pela UFRN)

https://m.youtube.com/watch?v=37PUPEnfbzA

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