Opinião: De um mero ato administrativo a uma grande afronta ao PATRIMÔNIO.
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A nomeação da Senhora Larissa Rodrigues Peixoto Dutra para o cargo de Presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, publicada no Diário Oficial da União no dia 11 de maio próximo passado não poderia deixar de ser objeto de nossas considerações.
Tentando ser o mais imparcial possível, buscamos o currículo da profissional em questão na plataforma Lattes do CNPq, mas para nossa surpresa ele não existe. Então acessamos o site do IPHAN e encontramos: “Graduada em Turismo e Hotelaria no ano de 2008, com extensão em Desenvolvimento Gerencial em Turismo pela Universidade Federal Fluminense”. Atentem: “Extensão”.
Diante dos dados acima e conhecedores que somos de que o IPHAN é uma das instituições mais antigas e respeitáveis do nosso país, fica fácil chegar à conclusão de que a nomeação da referida profissional que poderia ser um mero ato administrativo, transfigurou-se numa das maiores afrontas já sofridas pelo nosso Patrimônio desde a criação do IPHAN.
A cadeira outrora ocupada por Rodrigo Melo Franco de Andrade, Aloísio Magalhães, Angelo Oswaldo, Augusto Carlos da Silva Telles e Luiz Fernando de Almeida, por tudo que representa para a nossa memória, nosso patrimônio e nossa cultura, merece um pouco mais de respeito da parte dos nossos governantes.
Falo com isenção, pois como todos sabem, além de Administrador graduado pela Universidade Federal da Paraíba em 1995 também sou Turismólogo graduado pela Universidade Federal de Ouro Preto em 2014. Sei que alguns profissionais, pela competência que só o tempo concede, transitam muito bem em várias áreas conexas à sua formação mas também sei que vale mesmo o ditado popular: “Cada macaco no seu galho”.
ADELMO DE MEDEIROS
Administrador e Turismólogo
Crédito das imagens: Iphan
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