Com o crescimento da obesidade, a Robótica é ferramenta importante em prol dos pacientes
Postado em: Sem categoria
Com esse upgrade tecnológico as cirurgias ganham maior precisão e delicadeza e beneficiam pacientes obesos com comorbidades
A mais recente pesquisa do IBGE referente ao Plano Nacional de Saúde expõe um dado preocupante referente a obesidade no Brasil. A proporção de obesos na população adulta com 20 anos ou mais, dobrou no país entre 2003 e 2019, passando de 12,2% a 26,8%. A obesidade feminina subiu de 14,5% para 30,2% e, nos homens, esse percentual cresceu de 9,6% para 22,8%. Outro dado preocupante é que uma entre quatro pessoas de 18 anos ou mais no Brasil está obesa, o que equivale a 41 milhões.
Outro fator pós pesquisa que pode ter potencializado esses dados foi a Pandemia que já dura quase dois anos no Brasil. O confinamento obrigatório levou muitas pessoas ao sedentarismo e a apresentar quadros de ansiedade que foram amenizados com o excesso de comida e acarretaram ganho de peso e complicações na saúde. A obesidade traz consigo inúmeras comorbidades como a diabetes tipo 2, hipertensão arterial, problemas cardiovasculares, dislipidemia (alteração do colesterol), entre outros. Felizmente, a ciência não para de evoluir e a robótica na medicina, é um caminho sem volta, inclusive em cirurgias da obesidade.
Segundo o cirurgião bariátrico Walter França esse upgrade tecnológico, proporcionado pelo avanço da medicina e ciência, permite transformar a máquina numa extensão do médico possibilitando maior delicadeza e precisão, impossíveis à mão humana. Com capacitação num dos mais conceituados centros de referência em Robótica, na Colômbia, o especialista utiliza o robô Da Vinci, no Hospital Esperança e foi um dos primeiros a realizar o procedimento em Pernambuco.
Atualmente, o robô Da Vinci é utilizado em intervenções nas especialidades de cirurgia bariátrica, urologia, ginecologia, coloproctologia e cirurgias de cabeça, pescoço e torácica. “ O procedimento fazendo uso dessa tecnologia é muito utilizada em pacientes super obesos e em casos de cirurgia revisional”, salienta o especialista Walter França”. A máquina possui quatro “braços”, sendo utilizados: um para acoplar o sistema de câmera e os outros três para acoplarem as pinças. O médico do console comanda e manuseia as pinças e a câmera.
A ferramenta oferece visualização em três dimensões (3D) do campo cirúrgico e consegue fazer movimentos de até 360º. “Essa visualização em 3D nos ajuda a preservar estruturas nobres, como nervos e vasos sanguíneos, minimizando sangramentos e nos permite fazer incisões extremamente pequenas, entre 5 e 12 milímetros. Os benefícios para os pacientes que optam pelo procedimento, são inúmeros. Podemos destacar o pós-operatório rápido, facilitando a recuperação e a volta às atividades cotidianas”, salienta o profissional.
Além de ampliar as imagens em 20 vezes, outro ponto positivo do procedimento é que o cirurgião permanece sentado, diferente de outras técnicas em que o médico permanece em pé, o que o ajuda a atenuar a fadiga de cirurgias de alta duração. A cirurgia robótica cresce de forma expressiva. A tendência é que essa técnica continue em expansão, com mais equipamentos instalados e médicos sendo habilitados para realizar o procedimento.
É bom salientar que na cirurgia robótica os movimentos do robô não são autônomos. A tecnologia depende inteiramente do ser humano e só funciona com a existência de um profissional habilitado para operacionalizá-lo. Os instrumentos robóticos são utilizados como uma extensão da mão do cirurgião e obedecem ao seu comando. Os movimentos são escalonados, evitando aquele tremor que todos os humanos têm, por mais experiente que seja, permitindo acesso a áreas mais delicadas do corpo humano e executando movimentos milimétricos, com mínima chance de erro. De acordo com o cirurgião bariátrico Walter França essa revolução tecnológica na medicina só vai se expandir com o passar dos anos. “ Já há registros de cirurgias 4.0, onde o robô opera o paciente sem a interferência do cirurgião e, já se fala na cirurgia 5.0 na área médica”, salienta o profissional.
Sobre a Cirurgia 4.0 – Já existem registros da cirurgia 4.0, realizada apenas pelo robô e que já foi executada no Montreal General Hospital, no Canadá. Nela, um robô apelidado de McSleepy aplicou a anestesia e o outro robô, o DaVinci, removeu parte da próstata de um paciente. Os aparelhos foram comandados a distância pelos médicos Thomas Hemmerling e Armin Aprikian. Neste tipo de cirurgia, os robôs fazem todo o processo cirúrgico, inclusive a parte da anestesia, sem que os médicos precisem encostar no paciente. Os robôs não irão substituir os médicos, mas ajudá-los a realizar procedimentos com mais qualidade. É a tecnologia a favor da medicina, sem perder o fator humano. Um pode perfeitamente complementar o outro, visando o maior aprimoramento dos procedimentos cirúrgicos, em diversas áreas, em prol, única e exclusivamente, da saúde.
SERVIÇO:
Cirurgião Bariátrico Walter França
(81) 3424.9796/ 3423.2772/ 3131.7887
Deixe um comentário